quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ALEGRIA E COMOÇÃO MARCAM CELEBRAÇÃO DE ABERTURA DO 13º INTERECLESIAL DAS CEBS

Carregados de entusiasmo e alegria romeiros e romeiras festejaram a abertura, na noite do dia 7 de janeiro, da 13ª edição do Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs) que reflete sobre o tema “Justiça e Profecia a serviço da Vida” e o lema “CEBs romeiras do reino no campo e na cidade”.
A cidade de Juazeiro do Norte, localizada no sertão caririense do Ceará, terra de Padre Ibiapina, Padre Cícero e de tantos referenciais ficou pequena com a presença de centenas de romeiros e romeiras vindas de várias regiões do Brasil e de outros países da África, Europa, Ásia e América latina. “Não existe distância para quem tem fé no coração”, expressou um dos repentistas na acolhida das regiões.
Com chapéus abananando e erguidos ao céu, abraços e olhares calorosos os romeiros e romeiras foram chegando e se acomodando no espaço da Igreja de São Francisco. A acolhida contou com várias mensagens dentre elas uma muito especial onde pela primeira vez um Papa fez referência ao encontro das CEBs. A mensagem do Papa Francisco, lida pelo padre Vileci Vidal, coordenador do Intereclesial, causou alegria em abundância aos participantes que aplaudiram com muita emoção e esperança suas palavras. “Que este encontro seja abençoado pelo nosso Pai dos Céus, com as luzes do Espírito Santo que lhes ajudem a viver com renovado ardor os compromissos do Evangelho de Jesus no seio da sociedade brasileira. De fato, o lema deste encontro “CEBs, Romeiras do Reino, no Campo e na Cidade” deve soar como uma chamada para que estas assumam sempre mais o seu importantíssimo papel na missão Evangelizadora da Igreja”, diz um trecho da mensagem do Papa Francisco. Confira aqui a íntegra da mensagem do papa.
intereclesialA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também expressou mensagem de acolhida pelo 13º Intereclesial e reforçou as CEBs como seguidoras fiéis de Jesus Cristo no mundo e expressão viva da realidade do povo.
A celebração foi tomada por simbolismos que marcaram a história e caminhada das CEBs bem representado pelo trem onde cada vagão trouxe o tema celebrado nas doze edições anteriores.
D. Fernando PanicoDom Fernando Panico, bispo da diocese de Crato saudou os participantes e os romeiros. “Sejam todos bem-vindos à diocese de Crato e ao Juazeiro do Norte. Em nome desta diocese de Crato que celebra o jubileu dos 100 anos de caminhada e em comunhão com a Igreja no Ceará, vos acolho com alegria, respeito, admiração e confiança”. O bispo recordou missionários e profetas que marcaram a região. “Bem-vindos à terra do padre Inbiapina, do padre Cícero, do beato Zé Lourenço do Caldeirão, da beata Maria de Araújo, de dom Helder Camara, do poeta popular Patativa e da Serva de Deus a menina Benigna da Silva Cardoso”. Dom Fernando recordou ainda o tema do 13º Intereclesial. “Somos romeiros e romeiras do Reino, comunidade de buscadores de Deus desejamos estar a serviço do Reino trilhando caminhos da justiça e de profecia na cidade e no campo. A terra dos romeiros vos acolhe com festa. Somo irmãos e irmãs, peregrinos da fé e a esperança de novos céus e nova terra”, afirmou.
Contentes os romeiros e romeiras receberam castanhas e amendoim, produtos típicos da região. Após a bênção as delegações voltaram para as 24 paróquias nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Caririaçu e Missão Velha, locais de acolhida.
O encontro segue até às 17h do dia 11 de janeiro onde se encerrará com uma celebração de envio na praça do Santuário Nossa Senhora das Dores. Até lá os romeiros e romeiras participarão de vários momentos de reflexão sobre o papel e missão das CEBs. Estão previstos ainda visitas às paróquias e comunidades da região. No local do evento foi montada uma Feira de Economia Solidária e comércio justo com produtos de várias regiões.

Por Jeane Freitas e Jaime C. Patias 
Assessoria de Comunicação 13º Intereclesial
Fonte: www.jcenews.com.br 
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O que está acontecendo com as torres da Basílica da Penha?

Torres Sineiras

Torres da Basílica - Parte Interna 

Torres da Basílica - Parte Interna

Entrevista com o Reitor da Basílica da Penha

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Maria - Mãe de Deus


Sentido teológico e antropológico do Dogma da Theotókos



O Filho de Deus nasceu de mulher, recebeu dela uma carne como a nossa, uma substância como a nossa. A compreensão do mistério de Jesus, o Filho de Deus feito homem, comportava uma forma peculiar de entender a maternidade de Maria. A Igreja confessou - em sua ortodoxia - que Jesus é o Filho de Deus, consubstancial ao Pai e consubstancial a nós, em unidade de pessoa. Por isso, dada a intercomunicação entre sua natureza divina e humana (comunicação de idiomas), Maria é autêntica Theotokos. 

Portanto, no dogma da Theotokos é ressaltada Maria como Mãe de Deus segundo a carne, o que significa superar o dualismo da filosofia helenística e introduzir pessoalmente a Deus na humanidade concreta e em sua história, rompendo dessa forma com toda concepção espiritualista. Na afirmação de que Maria é mãe histórica de Jesus, Filho de Deus, não pode existir idealismo nem separação de corpo e espírito. Esse dogma nos situa no coração da realidade humana, que nasce e se expressa sempre em concreto, abrindo-se dessa forma ao dom da vida e ao destino da morte. 

O dogma de Maria, Mãe de Deus, inscreve-se no caminho que vai de Niceia (Jesus tem natureza divina) a Calcedônia (Jesus tem natureza divina e humana). Afirma que Jesus é Deus transcendente sendo um homem concreto. Este é o dogma, o princípio fundamentador da fé que ilumina a história humana ao afirmar que Deus existe e se identifica com um homem concreto, com sua própria carne e sangue, ou seja, com sua humanidade marcada pelo nascimento e a morte.
De tal modo isso é verdade que Deus acaba sendo revelado como a vida originária que se encarna por Maria na carne concreta da história. Por isso, buscar a Deus é descobrir sua presença na própria história e na realidade humana, nos acontecimentos que se sucedem no âmago da história. Eis o que manifesta o Concílio de Éfeso por meio do dogma cristão da Thetokos, dogma que nos leva além de qualquer intenção espiritualista. 

Com respeito à proclamação de Éfeso, observamos: 
- A maternidade divina acontece, segundo Éfeso, no momento do processo genético da concepção e do parto. Qualquer outro aspecto concernente ao desenvolvimento psicológico e pedagógico da maternidade, como a relação entre mãe e filho, é estranho às preocupações em que se desenvolveu o Concílio. 
- A reflexão teológica de Éfeso, mais do que ilustrar as diversas perspectivas bíblicas da maternidade de Maria, se detém no prólogo de João e na referência de Paulo aos Gálatas (4,4-5). 
- O documento carece de toda referência ao Espírito Santo e a sua ação na maternidade divina. 
- A partir da proclamação da Theotokos, foi esquecida durante um período longo a realidade humilde e evangélica de Maria como serva do Senhor. 

Este dogma não pretende resolver problemas sobre a família de Jesus, a concepção virginal ou a mediação mariana; apenas ressalta algo que estava na raiz do evangelho e constitui o pressuposto de todas as cristologias e mariologias: o Verbo de Deus se fez carne em Jesus; Maria é Mãe de Deus em sua função concreta - histórica, pessoal, frágil e arriscada - de gerar e acompanhar educacionalmente Jesus, o Cristo.

A formulação original relativa à maternidade divina de Maria teve um lento e gradual desenvolvimento, tanto em sua terminologia como em seu conteúdo. Enquanto que nos três primeiros concílios o tema aparece como um corolário da encarnação do Verbo, o Concílio Vaticano II engloba o mistério total da pessoa e da missão de Maria. Em Éfeso e Calcedônia, a preocupação era esclarecer a legitimidade e a propriedade da Theotokos; em Constantinopla e no Vaticano II, foi desenvolvida a perspectiva e a finalidade da encarnação* como acontecimento salvífico. A maternidade divina e salvífica foi lida e aprofundada no Vaticano lI, que indicou novas perspectivas, dimensões e critérios que iluminam a reflexão teológica. 

A maternidade de Maria nos fala da vocação da humanidade à fecundidade plena, e da recuperação do corpo como condição em que convergem o querer de Deus e o desejo humano. Pode, também, nos proporcionar as diretrizes de uma evangélica libertação feminina, onde o masculino e patriarcal renuncie ao desejo de domínio e poder baseado na prepotência e na violência do mais forte, que falsifica e perverte as estruturas, organizações e instituições de qualquer tipo. 

Maria em sua função maternal não é a imagem de uma mulher submetida, dependente, nem de uma deusa, e sim a imagem da pessoa que foi a mais próxima e mais unida ao divino por ter sido plenificada pelo Espírito Santo, e por encarnar o Verbo de Deus. Sua vida nos desafia a despertar o sentimento maternal como atitude que permite a outras pessoas viver e crescer, que respeita a liberdade e a responsabilidade das outras. 

A partir dessa atitude de ser-em relação, que dá a vida de maneira fecunda e ativa, a mulher e o homem podem crescer no terreno das relações e da mútua dependência, e em autonomia humana. O processo maternal de Maria, que também inclui o Magnificat, chama-nos a resistir aos poderes dominantes a partir da criatividade que nasce do amor. Assim, a maternidade de Maria, a Theotokos, pode ser inspiração tanto para a mulher como para o homem.

(Clara Temporelli, Maria. Mulher de Deus e dos pobres. Releitura dos dogmas marianos. São Paulo: Paulus, 2010, p. 70-75)
Fonte: http://maenossa.blogspot.com.br/
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Feliz 2014!


Desejamos a todos um novo ano de saúde, paz e realizações!


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sábado, 28 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Dentro das oitavas dos Natal, tempo de festa e de alegria, somos convidados a olhar e contemplar o presépio percebendo que na fragilidade de uma criança Deus revela seu Amor pela humanidade!  
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

MENSAGEM DO MINISTRO GERAL DOS CAPUCHINHOS

Frei Mauro Jöhri


PRESENTES DE NATAL 

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Caros irmãos,
fico feliz em poder dirigir-vos também este ano os votos de um Feliz Natal, de um Santo Natal! Todos sabemos como para São Francisco esta era a maior festa do ano, porque é o momento no qual o nosso Salvador decidiu vir para nosso meio.
 
Sob a árvore de Natal este ano encontramos também presentes: houve um belíssimo presente na festa de S. Francisco quando o Papa veio encontrar-nos em Assis; e depois tem o presente das Constituições e Ordenações que foram confirmadas e que promulguei na festa da Imaculada Conceição. E isto me faz recordar como Jesus frequentou a escola e também dos seus pais ele tenha aprendido tantas coisas, aprendeu a obedecer, portanto, as Constituições devem ser conhecidas e sobretudo colocadas em prática. E depois, creio, exista outro presente: estamos nos preparando para estudar, aprofundar o tema da graça de trabalhar. Aqui também tem uma forte ligação com Jesus que, por trinta anos permaneceu em casa, a trabalhar com suas mãos, na simplicidade, na humildade e no escondimento. E isto também já era evangelização. Se evangeliza também trabalhando com alegria, dedicação e no silêncio.
 
Portanto, desejo que o Natal seja um momento fraterno, um momento no qual estamos juntos; mas um momento também para refletir, para aprofundar os valores da nossa vida. É o que nos dizem as Constituições e o que faremos juntos preparando o CPO.
 
Boas Festas! Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
 
 
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domingo, 22 de dezembro de 2013

PADRE ANCHIETA rumo à canonização

Conhecido como “Apóstolo do Brasil”, o beato José de Anchieta foi responsável pela criação do colégio de Piratininga no dia 25 de janeiro de 1554, que deu origem à cidade de São Paulo. O missionário, que chegou ao Brasil em 1553, deve ser canonizado no próximo ano. Natural de Tenerife, nas Ilhas de Canárias, na Espanha, ele nasceu no dia 19 de março de 1534. No decorrer de sua vida, o padre passou por cidades como São Paulo, Espírito Santo e Bahia propagando os ensinamentos do Evangelho. 
Faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta no Estado do Espírito Santo) em 9 de junho de 1597. Em coletiva de imprensa, na quarta-feira, 18 de dezembro, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, comentou sobre o pedido feito pela Conferência no Brasil ao papa Francisco para a canonização do beato Anchieta. “Durante a visita da presidência da CNBB ao Santo Padre no mês de outubro, entregamos uma carta com o pedido da canonização deste grande apóstolo, também declarado pela Conferência do Brasil como padroeiro dos catequistas”, explicou. Em telefonema ao cardeal, o papa Francisco expressou acolhimento ao pedido da canonização. Para o arcebispo, esta é uma surpresa para a Igreja no Brasil. Ele afirma que este não é um desejo somente dos bispos, mas de cada pessoa que atribui santidade ao beato. “Somos muito gratos ao papa em acolher esse pedido não só da CNBB, mas de várias instituições e do povo brasileiro que deseja ver o beato Anchieta venerado publicamente em todo o mundo e como modelo de santidade, no seguimento de Jesus, disse.
Canonização
O padre Anchieta foi beatificado pelo papa João Paulo II, em Roma, em 22 de junho de 1980. A data da canonização ainda não está definida, mas pode ser que ocorra ainda em 2014. O trabalho prossegue agora com a Congregação das Causas dos Santos. A preparação da Positio em Roma, ou seja o texto com a biografia de Anchieta, uma relação de prováveis milagres e a dimensão nacional e internacional de sua devoção, como também provas da sua fama de santidade, está sendo feita pelo padre César Augusto dos Santos.
Fonte: CNBB.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Encontro com os pré-postulantes 2014

De 13 a 15 de dezembro aconteceu no Convento Coração Eucarístico de Jesus em Caruaru-PE,  o encontro dos animadores vocacionais e do conselheiro da formação inicial, Frei Jociel Gomes com os candidatos que ingressarão no I ano de postulantado em 2014. Eram 5 jovens, de forma tranquila dialogaram com os frades sobre as motivações e o discernimento vocacional realizado neste ano em que foram acompanhados por seus animadores. Após as conversas os frades avaliaram e definiram que 4 ingressarão no ano vindouro são eles: Anderson Sobral, José Carlos, Mauricio Soares e Renato Marques.




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ASSEMBLEIA PROVINCIAL 2013

No período de 09 a 12 de dezembro do corrente ano, os frades da Província Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil – PRONEB; da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos – OFMCap, reuniram-se no Convento Coração Eucarístico de Jesus em Caruaru-PE para realizarem a Assembleia Geral Ordinária. A assembleia é a reunião de todos os frades da Província que se encontram sob a presidência do Ministro Provincial para discutir, sugerir e avaliar a caminhada da circunscrição. 
Nesta assembleia tivemos a alegria de celebrar com júbilo os 30 anos de ereção canônica de nossa Província Capuchinha. A celebração eucarística aconteceu no dia 10 de dezembro, às 19h30min na Paróquia Coração Eucarístico de Jesus. O presidente da celebração foi Dom Frei Luís Gonzaga Silva Pepeu, OFMCap., arcebispo de Vitória da Conquista-BA. Estavam concelebrando Dom Magnus Lopes, OFMCap., bispo de Salgueiro-PE, Dom Severino França, OFMCap., bispo de Nazaré-PE, o ministro provincial, Frei Francisco Barreto, OFMCap., todos os que compõe o conselho provincial e os demais confrades capuchinhos da PRONEB e de outras províncias capuchinhas, juntamente com sacerdotes do clero secular todo e povo de Deus. 
Abaixo alguns registros de nossa assembleia!



















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domingo, 8 de dezembro de 2013

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA




A Imaculada Conceição é o resultado da relação íntima e fiel entre Deus e Maria; de uma relação na gratuidade do amor; de uma relação na qual se conjuga a liberdade de uma escolha e um chamado, com a resposta livre, fiel e contínua por parte de uma criatura. O sentido profundo dessa mensagem dogmática não está tanto na ausência de pecado quanto na plenitude e presença da graça que Deus outorga a Maria; a ausência de pecado é a consequência dessa presença amorosa e eficaz. 

Que Maria esteja livre do pecado original não a exime de estar presente nela tudo que é autenticamente humano, com seus diversos dinamismos; também ela participa do caráter opaco da existência, da condição de ser uma mulher numa cultura e sociedade que lhe nega o acesso à Torá e a relega ao silêncio, uma mulher numa aldeia pequena e sem relevância; uma mulher casada com um artesão de um meio rural, dedicada aos trabalhos próprios da casa e da família, ou seja, levando a mesma vida comum e simples de suas vizinhas. Também ela sentia as diversas paixões humanas com suas tendências. Porém, à diferença de nós, conseguia integrá-las e orientá-las conforme o plano de Deus, no gozo da abertura a ele, efetivada em sua entrega generosa aos outros e na luta contra o mal. As contradições, os sofrimentos decorrentes da fidelidade à graça nela presente, assume-os de tal modo que, longe de anulá-la, de fechá-la em si mesma, lhe possibilitam crescer. 

K. Rahner, em seu livro Maria, Mãe do Senhor, apresenta a Imaculada Conceição como a cheia de graça e a perfeitamente redimida. Que Maria seja a "cheia de graça" e tenha se visto livre do pecado original não implica privá-la ou negar-lhe sua humanidade. Mas apenas ressaltar que o Deus da Vida plenificou de tal modo seu ser que se tornou mais forte nela a luta pelo bem do que o ceder às forças do mal; mais o projeto de Deus do que a debilidade humana. E isso foi vivido por Maria, não por meio de um esforço voluntarista, mas sim por graça de Deus e resposta livre de sua parte. Nessa resposta sua pessoa se plenifica, cresce, brilha e ilumina. 

Tampouco é negada a bondade do mundo criado nem a do ser humano. Maria não apresenta a si mesma como a perfeita; pelo contrário, como a humilhada, e desde essa verdade é resgatada pelo Deus que nela realiza maravilhas. A partir desta contemplação e compreensão ela é proclamada no Evangelho e na Igreja como a "cheia de graça". A Imaculada Conceição é Maria de Nazaré, que uma vez mais revela a opção de Deus pelos pobres. Trata-se da história de um chamado e de uma resposta. 

Este dogma mariano também proclama que o bem é anterior ao mal, a graça é mais forte que o pecado; e que esta graça é patrimônio de todos, pois, como afirma K. Rahner: “em Maria e em sua Imaculada Conceição fica patente que a misericórdia eterna abraçou desde seu princípio o homem e, portanto, também nós, para que ressalte de maneira nítida que Deus não nos deixou sozinhos”. A Imaculada nos devolve um olhar de esperança, nos ajuda a confiar nas forças do bem, da verdade, da justiça, sobre as forças do mal, da mentira e da opressão. Estas podem até vencer de imediato, mas não são imunes e acabarão vencidas; cedo ou tarde o tribunal da história faz justiça. As situações, as instituições, as pessoas são dinâmicas e, como tais, podem ser transformadas; para isso basta crer e deixar espaço ao Deus da Vida, para que venha nos socorrer 

(Sintetizado de: Clara Temporelli, Maria. Mulher de Deus e dos pobres. Releitura dos dogmas marianos, Paulus, p. 174-176)
Fonte: http://maenossa.blogspot.com.br
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Reunião sobre Vocações "Tardias"

Aconteceu em Caruaru-PE, no dia 04 de dezembro, p.p., uma reunião  da Comissão que estuda como acolher as vocações tardias, egressos etc., e como deve acontecer a formação neste sentido. Ao fim dos trabalhos, a Comissão deve apresentar um projeto ao governo provincial, a ser avaliado e, depois, apresentado aos frades para aprovação.
Frei Hélio Junior, Frei Jociel Gomes, 
Frei Tiago Santos e Frei Sálvio Romero
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NOVO BISPO CAPUCHINHO

FR. CARLOS NOVOA DE AGOSTINI OFMCAP NOMEADO BISPO

CIDADE DO VATICANO- A Sala de Imprensa da Santa Sé comunicou que o Santo Padre nomeou bispo auxiliar para a diocese de Lomas de Zamora na Argentina, nosso confrade Fr. Carlos Alberto Novoa de Agustini, assinalando-lhe a sede titular de Mascliane.
 
Fr. Carlos Novoa nasceu em Lomas de Zamorra, provínvia de Buenos Aires, aos 15 de outubro de 1966. Admitido ao noviciado dos Capuchinhos aos 18 de janeiro de 1985 em La Cumbre, Córdoba, emitiu os primeiros votos em 1º de fevereiro de 1986 e professou solenemente aos 02 de março de 1991. Fez os Estudos Filosóficos no Centro de Filosofia e Teologia de Quilmes e no Instituto Teológico Mariano Soler, no Uruguai, e fez a Teologia no Instituto Salesiano de Estudos Teológicos. Obteve a Licença em Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Antonianum de Roma com especialização em Espiritualidade Franciscana. Foi ordenado sacerdote pelo então arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Bergoglio (atual Papa Francisco) aos 18 de maio de 1996, no Santuário de Pompéia, em Buenos Aires. No seio da nossa Ordem exerceu, dentre outros, os seguintes ministérios: Vice-mestre de postulantes (1989), vice-mestre dos professos simples (1991-1992); Promotor Vocacional( 1989-1999); Secretário provincial (1993); Definidor Provincial (1996-1999); Guardião do Convento de Nova Paria, Montevideo e mestre dos professos temporâneos (2000-2002); Vigário Provincial (1999-2002); Ministro Provincial (2005-2006); Definidor Geral para a América Latina e a Espenha (2006-2012). Desde 2012 era vigário paroquial do Sagrado Coração de Jesus em Córdoba. Fonte: www.ofmcap.org.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Advento: Tempo de Esperança


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Frei Evandro Fontes obtém o título de Mestre em Direito Canônico

Frei Evandro Fernandes Fontes, frade capuchinho da Província do Nordeste do Brasil, defendeu sua tese para obtenção do título de Mestre em Direito Canônico no dia 28 de novembro às 14:30h, na sala Magna da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Ipiranga. 
A tese tinha como tema: O CAPÍTULO GERAL COMO DETENTOR DA AUTORIDADE SUPREMA NO INSTITUTO DE VIDA CONSAGRADA.
Várias pessoas da Paróquia e do Convento Imaculada Conceição dos frades capuchinhos de São Paulo se fizeram presentes, o guardião do convento, Frei José Edison Biazio, familiares e amigos do Frei Evandro que residem em Maceió foram especialmente para essa ocasião.
Presidindo a Banca Universitária estava o  Pe. Dr. Manuel de Jesus Arroba Conde, Diretor do Departamento de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, entre os 11 professores que formavam a mesma Banca.
AO FINAL DA APRESENTAÇÃO FREI EVANDRO FOI AVALIADO E RECEBEU SUMMA CUM LAUDE, sendo convidado especialmente pelo diretor da Lateranense para continuar seus estudos em Roma, cursando o doutorado.




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